quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

QUARTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2010
DE MINHA IRMÃ PARA MIM
PARA NILTINHA:
Retribuindo a homenagem
Da Nilta irmã querida
Agora peço passagem
Para falar da sua vida...
E falar desta pessoa
Que sempre me foi tão boa
Me sinto comprometida.
Sendo uma cearense
De Juazeiro do Norte
A coragem lhe pertence
Determinada e forte.
Professora é a profissão
E sendo a do seu coração,
Nunca esperou pela sorte.
No Ginásio do Instituto
Na primeira turma entrou
E das coisas que escuto
O tempo não apagou
Era a moça mais bonita,
Uma bela senhorita,
E que na época encantou.
Muito alegre e risonha
Nas festas se destacava
Na felicidade sonhando
E a tantos conquistava.
E Zé do Boi que me perdoi,
Negociando suas boiadas
Era nela que pensava.
Mas a vida continua
Tudo tem mesmo um fim
Adeus passeio na rua
Do Abrigo e no Jardim.
Foi pra Feira de Santana
No Gastão, era bacana!
Ser normalista, enfim!
Estudando e trabalhando
E um rapaz atraente
Certo dia apareceu.
Cori, marido decente,
Paciente, educado
Bom e um pai apaixonado:
Casou com o homem indicado.
4 filhos pra educar
Esta foi sua missão
Mãe bondosa exemplar
Faz tudo de coração
E grata por esta sina
Diz: a missão só termina
Se todos os filhos formar.
Depois de aposentada
Ainda com esta missão
Sem se fazer de rogada
Foi pra outra Profissão
Deixou de ser professora
E hoje é construtora
De quitinete e mansão.
postado por Maria Nilta Parente @ 04:24 0 comentários
PARA MINHA QUERIDA IRMÃ:
Binha, eu sei que foi um lápso
Lembrei-lhe em particular...
Só era pra fazer 'créu"
Não era pra publicar...
Muito bom o seu cordel,
Que é de tirar o chapéu,
Coisa de se admirar
Eu fui aluna de Letras
E vc cursou Ciências na Facul Estadual
Vc sempre caprichosa
Uma Pró fenomenal
E foi sua aluna quem falou
Que quando vc estagiou
"Pense numa aula legal."
O certo é que o Magistério
Vc nunca quis seguir
E apesar dos meus conselhos,
E de nossa mãe insistir,
Vc fez a sua escolha:
Desistir de professora
E pra outra função partir.
Foi uma das pioneiras
Da empresa de telefonia,
Emprego bem garantido
E com toda regalia.
Era a antiga Telefeira
Empresa de nome em Feira
Que hoje é Telebahia.
Do empresário Zé Mendonça
Foi secretária importante,
Da sua maior confiança,
Fazia um trabalho brilhante.
Fez cursos em outro Estado,
Vacinando até o gado
Naquela Fazenda gigante.
Entrou depois na Beltran
Mudou pra Camaçari,
Desistiu do Rio Grande
E esqueceu tbém daqui.
Transformou-se a sua vida,
Mas vc vencia tudo...
E sempre era a preferida.
Faz tempo que Coriolano
É pra vc um irmão,
Desde o tempo do Mendonça
Até aquela eleição
Que ele foi candidato,
Mas o povo muito ingrato
Não votou no homem, não.
Você já fez sua parte,
Deus iluminou sua estrada...
Hoje é muito feliz
Pois sabe ser muito amada
Por todos que lhe conhecem
E reconhecem seus valores
De amiga e mãe dedicada.
Mana, sempre lhe admirei
Pela sua capacidade
E por tudo que empreende
Sem medir dificuldade.
Buscando ajudar a todos,
Com seu jeito carinhoso
E com muita humanidade!
postado por Maria Nilta Parente @ 04:18 0 comentários
DOMINGO, 2 DE MAIO DE 2010
Resposta a amiga Eugênia
Não é bem assim, amiga,
Isso é só bondade sua
Pra eu escrever poesia
Depende também da Lua...
Mas se você faz questão
E não tem medo de enguiço
Com a Lua ou sem a Lua
Eu posso mostrar serviço!
Lembrar da Rua do Abrigo
Até o Alto dos Vieira,
É despertar o passado
É sacudir a poeira...
Pois lembrar do que passou
Tem aqui o seu lugar
E será neste Encontro
Que vamo-nos esbaldar...
Muito riso, muita festa,
É abraço de montão
São os amigos que se encontram
Em confraternização.
Danças e Karaokê,
Amostras de fotografia,
Roupas típicas da época
Pense numa alegria!
A Lei Seca não faz medo
Todo mundo garantiu.
Se beber a gente leva.
E se ela cair ninguém viu...
postado por Maria Nilta Parente @ 05:43 0 comentários
A VOZ DE MINHA MÃE
Será que no fim dos tempos, só a nossa voz que não muda?!!!
Parece que é verdade...Pois estou lembrando de um dia , em que eu e minha mãe saímos, levando a minha filha para furar a orelhinha numa Farmácia. Nós do lado de dentro conversando alto e de repente uma voz veio lá de fora, do balcão: "É Renota???" Mamãe foi rapidamente pra ver quem era. E lá ficaram paradas, se olhando, ela e a mulher idosa também, parecendo que não se conheciam... Foi quando falaram novamente e aí foi aquela alegria...aquela felicidade das duas amigas! A mulher não sabia se chorava...se sorria... e mamãe também ali,emocionada.
Tinham sido colegas no Colégio do Ceará, no tempo da escola e depois de formadas não mais tinham se visto.E aqui a colega de minha mãe estava visitando uma filha.
É.pelo visto, parece mesmo que só a nossa voz que tem o poder de, ao longo do tempo, permanecer a mesma...
postado por Maria Nilta Parente @ 04:04

Nenhum comentário:

Postar um comentário